Mostrar mensagens com a etiqueta Merengue. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Merengue. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 18 de julho de 2016

festa de aniversáro

Para ela só faz sentido festejar no próprio dia, mesmo quando calha a um dia de semana, portanto ficou combinado organizar um jantar.

Na véspera fiz as compras e alguma mise en place.
Os megas suspiros para a pavlova também os faço sempre na noite anterior porque assim ficam no forno a arrefecer lentamente.
De resto, tudo tem de ser feito no próprio dia para estar fresco e ser servido com a máxima qualidade, sabor e a consistência perfeita.
Comecei a cozinhar de manhã bem cedo.




Para entrada e como alternativa vegetariana, uma tarte de massa folhada com vários queijos, oregãos frescos, tomate desidratado e um fio de mel.



Como prato principal, uma empada de frango e legumes acompanhada de uma salada fresca de alface, cenoura e couve roxa. 



Para completar a refeição as sobremesas, os doces.
Salada de frutas - a opção mais saudável, pratinhos de frutos secos e a pavlova de morangos e coulis de morango com hortelã.



E em dia de festa não podia faltar, obviamente, o bolo de aniversário. 
De chocolate, bem cremoso por dentro, fez a delicia dos convidados.
Sete velas coloridas que valiam por 77 com direito a canção de parabéns, palmas, muitos beijos e abraços.



quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Tartes e Tarteletes

A minha predileção por doces em forma de tarte é flagrante.

Adoro a base de uma boa tarte, uma massa amanteigada, ligeiramente doce intensificado por uma pitada de sal, crocante que se desfaz na boca. 
Eu prefiro as massas areadas.
A base não é só o recipiente para o recheio.
É o contraste que o realça. 

O mais maravilhoso é a variedade de recheios que se podem fazer.

Cremes frescos e queijos creme combinados com fruta em polpa, em puré ou em doce.

Cremes alimonados perfeitos para tartes merengadas.

Calculo que qualquer doce de colher pode ser utilizado como recheio de uma tartelete. 
Refiro-me também à doçaria tradicional portuguesa tal como doce de ovos simples ou com frutos secos como amêndoas ou nozes. Doces de grão ou feijão como os utilizados em pastéis e azevias, doce de gila com ovos moles... 
Enfim, uma imensa diversidade de opções a explorar.

Uma das mais tradicionais e apreciadas é a tarte de maçã que faço sempre com maçã reineta cuja saborosa acidez contrasta com a massa doce.


Um destes dias resolvi adaptar a minha receita de bolo de requeijão e fazer uma requeijada em base de tarte. Ficou deliciosa.



Na primavera fiz uma série de tarteletes com recheio de creme de limão enriquecido com puré de várias frutas. Ficaram lindas e foram muito apreciadas.


No início do outono também fiz experiências com pêras.
Primeiro com um creme de amêndoa e depois com uma ganache de chocolate.

    


quinta-feira, 16 de julho de 2015

Aniversário da minha Caranguejo preferida

O aniversário da minha mãe é uma data incontornável nas nossas vidas.
Ela é a minha Lua em Leão o que significa que gosta de ser o centro das atenções, assim nada melhor do que o seu dia de anos para ser mimada.
Qualquer comemoração tem de ser feita no próprio dia e era costume jantar fora ou, se a data calhasse ao fim de semana, fazer uma bela passeata com almoço algures.
Na época em que íamos todo o mês de Julho para o Algarve, no seu dia tinhamos jantar e espectáculo no casino de Vilamoura. Como não havia telemóveis ela ia a um telefone público ligar para a família a saber notícias mas começava a conversa dizendo _ Liguei para me darem os parabéns! _ e largava risadas de boa disposição.
Um dos jantares mais memorável foi há alguns anos no, infelizmente já encerrado, restaurante Bianca Fiori em São Bento, Lisboa. Juntamente com a comida de inspiração italiana sofisticada, serviam ópera ao vivo numa encenação informal mas emotiva dos Singing Waiters. Foi uma noite mágica sobretudo para os meus pais que sempre apreciaram a música e o canto lírico.
Nos últimos anos, desde que o meu pai já cá não está para a apaparicar, o ambiente de festa esmoreceu, até nesta data.
Porém desta vez decidiu convidar a família mais chegada e algumas amizades para uma espécie de tea party, por acaso sem chá, na sua casa.



Estava uma tarde muito quente e para refrescar fiz limonada e sumo de melão, também havia vinho e cerveja.
Optámos por servir finger food e desta vez fiz os clássicos croquetes de carne, mini queques de queijo e bacon, rolinhos de massa folhada com recheio de mistura de queijos e ainda pasta de atum em mini tostas. Também havia tacinhas com vários frutos secos para petiscar.

De doce fiz Menitos e Brownies. O bolo de anos foi mais uma Pavlova dupla com muita fruta. 
Cantámos os parabéns, soprou uma vela e brindámos com espumante. A festa decorreu conforme a minha mãezinha gosta e de acordo com os presentes tudo estava delicioso.



terça-feira, 28 de abril de 2015

Ballet e sobremesas delicadas

Anna Pavlova, bailarina russa famosa que fez uma turné pela Austrália e Nova Zelândia nos anos 20 do século passado, inspirou nessa ocasião a criação uma sobremesa leve e fresca, captando a sua graciosidade no ballet.



Na sua biografia aparece uma referência ao chef de um hotel em Wellington, Nova Zelândia, como criador de um bolo quando a bailarina ali se hospedou em 1926 durante a sua turné, mas talvez não tenha sido a sobremesa que hoje conhecemos como Pavlova pois de acordo com alguns registos esta era uma gelatina rosada,
Helen Leach, antropóloga gastronómica que compilou recentemente um livro com 667 receitas de pavlovas, refere que a primeira receita que reúne tanto os ingredientes como o nome, foi encontrada na revista rural New Zealand Rural Magazine de 1929.
Apesar de na Austrália a primeira publicação de uma receita do bolo Pavlova remontar apenas a 1935, os australianos continuam a reclamar a sua autoria e foi o chef Bert Sachse do Esplanade Hotel em Perth que desenvolveu a sua receita e a divulgou tornando o bolo Pavlova conhecido mundialmente.
Controvérsias à parte, um facto é que é uma sobremesa muito popular e importante em ambos os países onde actualmente é conhecida pelo diminutivo afectuoso de Pav.


Só há alguns anos descobri este bolo, por acaso, num programa televisivo australiano, e fui logo pesquisar receitas e métodos de confecção porque me pareceu deveras delicioso.
Ao contrário das freiras que usavam as claras dos ovos para engomar os hábitos e criaram a doçaria conventual precisamente para aproveitar as gemas que sobravam, as doçeiras de hoje ao fazer a maior parte dos doces tradicionais da pastelaria portuguesa precisam de arranjar alternativas aos Pudins de Claras, Molotofs e Farófias para bem aproveitar as claras sobejantes.
O Suspiros são uma boa alternativa, os Merengues nas Tartes e mesmos os Marshmallows também mas as Pavlovas são excelentes e ainda possibilitam ser criativa e experimentar muitos sabores nas coberturas.
A mais tradicional é com natas batidas e frutos vermelhos,



Nesta usei as gemas dos ovos para fazer uma cobertura de Doce de Ovos com Pralina de amêndoas e nozes.



Desta vez utilizei iogurte grego em vez de natas batidas e cobri com uma salada de frutas tropicais. 

terça-feira, 24 de março de 2015

Lemon and Fresh Fruit Curd Tartlets

Ideias nunca me faltaram.
Umas mais loucas que outras, umas fantasiosas, outras banais.
Algumas deram-me boas oportunidades e resolveram problemas ou desafios.
Por uma razão ou outra, a maior parte ficou arquivada ou esquecida na minha cabeça.
Durante muitos anos não assumi a criatividade na cozinha, em vez de dizer _ criei este prato, dizia _ fiz isto à minha maneira. 
É verdade que as minhas versões sempre foram bastante apreciadas, e meu toque geralmente melhorava as receitas.
A criatividade também se revela numa forma diferente de fazer, um método também pode ser inovador.
O que mais gosto na cozinha é a magia da mistura dos ingredientes, as combinações possíveis ou improváveis. Por vezes é subjectivo o conceito de combinações perfeitas mas o resultado pode ser surpreendente.
Essencial é dominar as técnicas e conseguir imaginar junções de sabores e cheiros.
Também é preciso sorte e perseverança porque nem sempre se obtém os melhores resultados à primeira.
A meu ver, nos salgados há mais margem para o improviso e nos doces tem de haver mais rigor.
Ao fim de imensas experiências consegui fazer a massa perfeita para tartes e tarteletes doces. Para o recheio juntei um creme de limão com polpa de fruta fresca. E para finalizar decorei com merengue italiano queimado.
Assim, apresento a minha Colecção Primavera 2015.

Tarteletes de Creme de Limão e Fruta Fresca
Clementina
Mirtilo
Manga
Morango

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Sobremesa Amorosa para São Valentim

Apresento a minha criação de sobremesa para o dia de São Valentim. Feita com muito carinho é perfeita para partilhar neste dia especial dos namorados.
Mini pavlova, ou seja, suspiro merengado, natas batidas, coulis de morango e um morango ao natural polvilhado com raspas de chocolate negro no momento de servir.
Deliciosa combinação de sabores e texturas com os ingredientes tradicionalmente associados aos rituais romanescos.



Cozinhar por amor ou com amor é para mim um desafio diário. Aprimorar um prato, escolher a comida pelas suas preferências, até servir as minhas pessoas, é um acto de amor que me faz feliz.
Hoje, no dia de São Valentim, santo padroeiro dos namorados, cozinho com o mesmo amor de todos os dias, mas criei esta sobremesa para outras pessoas celebrarem o prazer de estarem juntas e terminarem uma refeição da forma mais doce e inspiradora.