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terça-feira, 22 de setembro de 2015

Tudo isto para dizer que fiz uma sopa ma-ra-vi-lho-sa

Fui visitar a minha maninha a Sintra.
Foi buscar-me à estação de comboios e levou-me numa pequena tour pelas redondezas. 
Ela mudou-se para esta vila há pouco tempo mas está totalmente cativa dos seus encantos, das suas histórias de reis e rainhas, palácios e castelos, jardins e florestas, das vielas, da serra e das praias.



Mostrou-me lugares com vista para o mar, aldeias encavalitadas na serra com ruelas estreitas onde apenas cabe um caminhante, janelas floridas em casas brancas. 
Escondidas entre a profusa vegetação mal se vislumbram palacetes e outras casas senhoriais.

Bem no centro está o milenar Palácio Nacional de Sintra que começou por ser árabe, tal como o Castelo dos Mouros, teve as primeiras obras de ampliação no reinado de D. Dinis, as maiores com D.João I e as obras de beneficiação que mais o embelezaram datam do reinado de D. Manuel I, destacando-se os revestimentos a azulejos e os elementos decorativos nas portas e janelas muito conhecidos pelo estilo manuelino.


Confesso que ali no centro da vila não resisti a ir comprar Travesseiros e Nozes à Piriquita, são uma perdição...

Na Volta do Duche vale a pena ver a nova exposição pública de esculturas cujo tema, alvitramos nós, são as rainhas.

         

Mais importante que o aprazível passeio foram as conversas que fomos tendo, assuntos de família, preocupações e projectos que partilhámos.
É bom recordar com quem nos conhece desde sempre e é curioso comparar versões diferentes de uma mesma infância e juventude. 
Para assentar ideias e aconchegar as barrigas esfomeadas procurámos uma mesa no Café Saudade para almoçar.
Logo que entrei fiquei encantada com o estilo, a decoração, o conceito daquele espaço.
Fizemos o pedido e eu escolhi a sopa que sendo sábado era de Courgette e Maçã. 
Uma combinação assim improvável deixou-me curiosa e de facto revelou-se um sabor novo e inesperado. Gostei imenso.

Gostei tanto que nos dias seguintes andei à procura de receitas nos meus livros de cozinha, onde nada encontrei no género, em blogues e sites de chefs que são referências para mim e, não tendo encontrado uma receita concreta, consegui inspiração e ir para a cozinha experimentar a confecção da minha versão da sopa-puré de Courgette e Maçã.

O resultado foi surpreendente! A sopa ficou maravilhosa!


Se pedirem muito talvez me convençam a dar a receita...

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Mas tu nunca te divertes ?!

Quando acabámos o curso, já lá vão quase três décadas, cada um foi à sua vida.
Foi tempo de carreiras profissionais, casamentos e alguns divórcios, eventualmente filhos.
Houve quem mantivesse laços de amizade consistente, outros perdemos-lhes o rasto.

Em 2010, com a ajuda do facebook e cruzando listas de contactos pessoais conseguimos juntar a maior parte da turma num jantar saudosista, alguns não se viam desde 1987. 
Entretanto já se organizaram vários encontros e felizmente há quem nunca falte, eu sou uma delas.

Desta vez uma amiga simpática ofereceu a casa, outros ajuda, e eu propus-me cozinhar.

O maior desafio era escolher um menu que não me obrigasse a ficar na cozinha enquanto os outros conviviam alegremente porque desta vez eu era também conviva no evento. 
Acho que consegui e foi do agrado de todos mas naquela azáfama esqueci-me de tirar muitas fotografias.

A grande vantagem da minha organização é precisamente a dos anfitriões não se preocuparem com a preparação das refeições nem com o serviço e poderem desfrutar as suas festas.

Sentados à mesa é fácil descontrair, conversar animadamente, recordar peripécias nas aulas, professores e colegas.
Observo como não perdemos o entusiasmo e parece que o tempo não passou, ainda conseguimos ser os mesmos jovens, rir em uníssono e no fundo verifico que mantivemos a personalidade apesar dos percursos diferentes. 
Empregados ou não, empresários ou artistas, com mais ou menos reviravoltas na vida mantemos o espírito vivo embora numa fase diferente.
Apesar de nos enternecermos orgulhosamente com as actividades dos nossos rebentos, ainda gostamos de partilhar os nossos projectos mais pessoais, ainda temos sonhos por concretizar e energia para os desenvolver.
O ritmo é que é outro, sabemos o que queremos e ouso dizer, queremos viver melhor. Trabalhar para viver e não viver para trabalhar.

Valorizar o verdadeiro voluntariado das iniciativas em prol dos mais carenciados ou fragilizados é muito digno de respeito e motivador.
Ser freelancer ou artista sem ordenado garantido no final do mês pode ser aterrador mas também estimulante, e mesmo que se tenham de fazer concessões para sobreviver, a alma não está à venda.
Almas cuja inspiração e o talento merecem a sorte do reconhecimento e do sucesso.
Admiro-os muito e tenho verdadeiro apreço na nossa amizade.

Ás vezes o click pode ser uma pergunta contundente de uma criança após a apresentação do trabalho exaustivo de uma copyrighter  _  Mas tu nunca te divertes?!
Entrada :

Mini queques de bacon e queijo, queijo fresco, queijo amanteigado, tostas finas e salada de alface com aipo e maçã.







Prato :


Lombinho de porco assado com ervas aromáticas e paprika.
Batatas gratinadas.
Pimentos vermelhos fumados
Broa de milho tostada com espinafres, azeite e alho.




Sobremesa :

Pavlova de Frutos Vermelhos e Coulis de Morango






Café Nespresso 
e 
Chá Ignoramus

terça-feira, 19 de maio de 2015

Competições parvas e gargalhadas cúmplices

Eu e a minha irmã temos menos de 2 anos de diferença e, como é natural na infância, tínhamos muitos despiques _ Primeiras! _ Este lugar é meu! _ Eu escolhi primeiro!
Nas nossas brincadeiras e fantasias de crianças entendiamo-nos muito bem mas de resto competíamos por tudo e mais alguma coisa, o pão mais mal cozido, os croquetes mais douradinhos ou a torrada mais apetitosa...
Geralmente acabava em simples brigas de irmãs que não duravam nada mas às vezes eramos exasperantes e punham-nos de castigo com ralhetes e alguma palmada assertiva.
Certo dia ao almoço, quando veio para a mesa uma travessa cheia de linguados fritos começámos a disputar um linguado que por acaso tinha ficado com a parte mais clara virada para cima. Apesar de sabermos perfeitamente que todos os linguados tem um lado de pele escura e outro de pele branca, deu-nos para aquela parvoíce.
Enquanto comíamos a sopa apontávamos e afirmávamos _Este é para mim! e logo a outra metia o dedo e ripostava _ Não, não, este é para mim! Ao fim de várias vezes e já sob aviso impaciente dos nossos pais, ela pôs o dedo no cobiçado linguado e eu afastei a sua mão com um gesto mais brusco e para nosso espanto, vários linguados voaram para fora da travessa.
O ambiente ficou tenso. 
O sermão fez-se ouvir e baixando os olhos continuámos a comer a sopa e a tentar controlar a vontade de rir de tal forma exorbitante que quando os nossos olhares se cruzaram não nos conseguimos conter e soltámos o riso e a sopa que saiu projectada borrifando tudo à nossa volta. 
Foi o descalabro. 
Dominadas pelas gargalhadas nervosas nem vimos chegar o par de bofetadas e torcendo-nos com a risota incontrolável fomos expulsas da mesa e corremos para o nosso quarto a rir até não poder mais.
Graças à intervenção da avó A, depois de eles acabarem de comer, lá tivemos autorização de ir almoçar. E os linguados estavam todos deliciosos, claros e escuros.
Durante dias rimos desta cena hilariante e ainda hoje, quando a partilhamos, é motivo de risota porque a conseguimos reviver emocionalmente.