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quinta-feira, 16 de julho de 2015

Aniversário da minha Caranguejo preferida

O aniversário da minha mãe é uma data incontornável nas nossas vidas.
Ela é a minha Lua em Leão o que significa que gosta de ser o centro das atenções, assim nada melhor do que o seu dia de anos para ser mimada.
Qualquer comemoração tem de ser feita no próprio dia e era costume jantar fora ou, se a data calhasse ao fim de semana, fazer uma bela passeata com almoço algures.
Na época em que íamos todo o mês de Julho para o Algarve, no seu dia tinhamos jantar e espectáculo no casino de Vilamoura. Como não havia telemóveis ela ia a um telefone público ligar para a família a saber notícias mas começava a conversa dizendo _ Liguei para me darem os parabéns! _ e largava risadas de boa disposição.
Um dos jantares mais memorável foi há alguns anos no, infelizmente já encerrado, restaurante Bianca Fiori em São Bento, Lisboa. Juntamente com a comida de inspiração italiana sofisticada, serviam ópera ao vivo numa encenação informal mas emotiva dos Singing Waiters. Foi uma noite mágica sobretudo para os meus pais que sempre apreciaram a música e o canto lírico.
Nos últimos anos, desde que o meu pai já cá não está para a apaparicar, o ambiente de festa esmoreceu, até nesta data.
Porém desta vez decidiu convidar a família mais chegada e algumas amizades para uma espécie de tea party, por acaso sem chá, na sua casa.



Estava uma tarde muito quente e para refrescar fiz limonada e sumo de melão, também havia vinho e cerveja.
Optámos por servir finger food e desta vez fiz os clássicos croquetes de carne, mini queques de queijo e bacon, rolinhos de massa folhada com recheio de mistura de queijos e ainda pasta de atum em mini tostas. Também havia tacinhas com vários frutos secos para petiscar.

De doce fiz Menitos e Brownies. O bolo de anos foi mais uma Pavlova dupla com muita fruta. 
Cantámos os parabéns, soprou uma vela e brindámos com espumante. A festa decorreu conforme a minha mãezinha gosta e de acordo com os presentes tudo estava delicioso.



segunda-feira, 29 de junho de 2015

Mas tu nunca te divertes ?!

Quando acabámos o curso, já lá vão quase três décadas, cada um foi à sua vida.
Foi tempo de carreiras profissionais, casamentos e alguns divórcios, eventualmente filhos.
Houve quem mantivesse laços de amizade consistente, outros perdemos-lhes o rasto.

Em 2010, com a ajuda do facebook e cruzando listas de contactos pessoais conseguimos juntar a maior parte da turma num jantar saudosista, alguns não se viam desde 1987. 
Entretanto já se organizaram vários encontros e felizmente há quem nunca falte, eu sou uma delas.

Desta vez uma amiga simpática ofereceu a casa, outros ajuda, e eu propus-me cozinhar.

O maior desafio era escolher um menu que não me obrigasse a ficar na cozinha enquanto os outros conviviam alegremente porque desta vez eu era também conviva no evento. 
Acho que consegui e foi do agrado de todos mas naquela azáfama esqueci-me de tirar muitas fotografias.

A grande vantagem da minha organização é precisamente a dos anfitriões não se preocuparem com a preparação das refeições nem com o serviço e poderem desfrutar as suas festas.

Sentados à mesa é fácil descontrair, conversar animadamente, recordar peripécias nas aulas, professores e colegas.
Observo como não perdemos o entusiasmo e parece que o tempo não passou, ainda conseguimos ser os mesmos jovens, rir em uníssono e no fundo verifico que mantivemos a personalidade apesar dos percursos diferentes. 
Empregados ou não, empresários ou artistas, com mais ou menos reviravoltas na vida mantemos o espírito vivo embora numa fase diferente.
Apesar de nos enternecermos orgulhosamente com as actividades dos nossos rebentos, ainda gostamos de partilhar os nossos projectos mais pessoais, ainda temos sonhos por concretizar e energia para os desenvolver.
O ritmo é que é outro, sabemos o que queremos e ouso dizer, queremos viver melhor. Trabalhar para viver e não viver para trabalhar.

Valorizar o verdadeiro voluntariado das iniciativas em prol dos mais carenciados ou fragilizados é muito digno de respeito e motivador.
Ser freelancer ou artista sem ordenado garantido no final do mês pode ser aterrador mas também estimulante, e mesmo que se tenham de fazer concessões para sobreviver, a alma não está à venda.
Almas cuja inspiração e o talento merecem a sorte do reconhecimento e do sucesso.
Admiro-os muito e tenho verdadeiro apreço na nossa amizade.

Ás vezes o click pode ser uma pergunta contundente de uma criança após a apresentação do trabalho exaustivo de uma copyrighter  _  Mas tu nunca te divertes?!
Entrada :

Mini queques de bacon e queijo, queijo fresco, queijo amanteigado, tostas finas e salada de alface com aipo e maçã.







Prato :


Lombinho de porco assado com ervas aromáticas e paprika.
Batatas gratinadas.
Pimentos vermelhos fumados
Broa de milho tostada com espinafres, azeite e alho.




Sobremesa :

Pavlova de Frutos Vermelhos e Coulis de Morango






Café Nespresso 
e 
Chá Ignoramus

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Férias de verão na Ericeira

As férias grandes de verão eram mesmo grandes. 
Até aos 10 anos foram sempre dois meses na Ericeira. Com a família do coração, tios e tias, primos e primas, avós, a minha irmã claro, e os meus pais que lá iam passar uns fins de semana e mais alguns dias às vezes.
Tantas recordações... 
Sempre o mesmo grupo de amigos, as matinés infantis aos domingos, as furnas onde havia viveiros de lagostas e muitos buracos onde o mar subia vociferante e que deixavam a minha avó A apavorada com receio que lá caíssemos nas nossas brincadeiras de crianças, o cheiro intensamente iodado do mar, o Parque de Santa Marta com o mini golfe, as piscinas de mar na Baleia quando a maré estava baixa. 
A Praça da Républica mais conhecida por Jogo da Bola onde aos fins de semana de manhã se instalavam uns artesãos com um maçarico a criar figuras, bonecos e frasquinhos de vidro colorido, e eu ficava fascinada a ver a arte do vidro soprado e moldado no fogo.
Tal era o encanto que muitos anos depois fiz uma visita muito especial na Marinha Grande... mas é outra história e fica para contar uma outra vez.





Quando estavam marés vivas ou os dias amanheciam muito nublados fazíamos passeatas e piqueniques nas redondezas.
Às vezes íamos para a praia na Foz do Lizandro onde andávamos de barco a remos.
Também íamos à Praia das Maçãs, ao Vimeiro e a Sintra onde se compravam Queijadas e Travesseiros na Piriquita e visitávamos o Palácio da Pena que a minha avó A adorava.
Sempre que lanchávamos numa pastelaria eu pedia uma Laranjina C e uma torrada ou um queque daqueles com formato de flor e com as pontinhas caramelizadas.
Na altura não era gulosa por doces e não apreciava os bolos de pastelaria, sobretudo aqueles com cremes.



Na casa Gama, para além dos queques, só havia bolinhos secos e biscoitos que a minha avó comprava para levar para casa.
Na praia eram as bolas de berlim e as batatas fritas. Claro que eu preferia as segundas. 
Eu sei que quem me conhece agora custa-lhe a acreditar mas é verdade, só comecei a gostar mesmo de doces já bem crescida.